“Não penso mais em
ti.
Não acordada.
Mas tenho sonhado contigo.
E não só contigo; sonho com a tua
gente, teus lugares, teus devaneios e sensibilidade, teus defeitos, teus ares
tranqüilos e agitados, tuas insônias, tuas negações e aceitações de tudo que fui, e do que tu
acha(vas) que eu deveria/poderia ter sido.
E porque o sonho é inconsciente,
sonho com tua atenção, dedicação, inspiração e paciência, todas
momentâneas, porque nunca associo a ti o não-amor.
Esse, o amor, era presente
a cada intervalo de suspirar.
Lembro das tuas mãos, dos teus
olhos pequenos, das tuas manhãs, entardeceres e noites de longas conversas.
E sonho também
com o dia em que usarei ‘eu te amos’ preenchidos, não mais
necessitados de verdade, com fome de pureza e sede de reciprocidade.”